Meira Asher & Eran Sachs

Eran Sachs trabalha como compositor, improvisador, artista sonoro e curador em Jerusalém e Jaffa. Partindo de uma formação em música clássica, virou a sua atenção para o metal e a música contemporânea e começou a atuar aos 14 anos, em particular com a banda Incarnation. Atualmente, Sachs é membro do International Hyperion Ensemble, ao lado de músicos como o saxofonista Tim Hodgkinson, o guitarrista Stephen O’Malley e os percussionistas Chris Cutler e Steve Noble, num ensemble que gira à volta das obras pioneiras dos compositores de música espectral romenos Iancu Dumitrescu e Ana-Maria Avram. Enquanto artista sonoro, Sachs tende a fundir o aspeto sónico com o político no seu trabalho, como é o caso de Yannun Yannun, que retrata o assédio aos habitantes palestinianos por parte dos colonos fanáticos de direita. O trabalho da soundinista Meira Asher foi editado na Crammer, Sub Rosa e Auditorium. Os seus primeiros álbuns visionários nos anos 90, baseados na voz, foram demasiado vanguardistas e desafiantes para os públicos israelitas da época, tornando-se contudo obras de culto após a partida da artista para a Europa. Asher estudou Tabla e Dhrupad em Varanasi, na Índia, e percussão, voz e dança tradicionais dos povos Ga, Eve e Dagomba, no Gana. Formou-se em percussão no California Institute of the Arts e completou os estudos em Sonologia no Royal Conservatory, em Haia. As suas áreas de intervenção incluem documentário social, radio art e a expressão/transição de ritmos tradicionais na música contemporânea. Entre os seus projetos, contam-se Spears into Hooks, álbum e performance sobre a ocupação israelita da Palestina; Infantry, com a participação de Guy Harries, sobre a manipulação das crianças e as crianças-soldado; Face_WSLOT, álbum, livro, instalação artística e documentário sobre antigas crianças-soldado do sexo feminino na Serra Leoa; ou One Blanket Lost, uma peça de radio art sobre o tráfico de raparigas para a Europa. É cofundadora da bodylab art foundation em Haia, docente na Universidade de Haifa e curadora/apresentadora do programa radioart106. Em 2018, irá lançar um álbum baseado na última peça de rádio de Artaud, escrita em hebraico.